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O sistema cognitivo dos “Media”
José Manuel Paquete de Oliveira
É um pressuposto geralmente admitido que os «Media» não só
reproduzem a realidade, mas também «produzem» a realidade, tal
como perspectivam e inculcam nos destinatários das suas
mensagens uma «visão» do mundo, das coisas, das pessoas. Os
«Media» interferem no conhecimento na apreensão dos fenómenos da
vida, em especial, naqueles cidadãos que, em regra, vêm
segmentados numa categorização generalizada, mas indistinta e
heterogénea, por «grande público». Neste sentido, parece
correcto dizer que os «Media» têm ou produzem «um sistema
cognitivo», próprio, específico. Assim como é legítimo defender
que «produzem» uma cultura própria, mesclada de fragmentos da
cultura erudita, popular e de massa. Criam a «cultura
mediática».
Numa perspectiva de análise política, aqui no sentido mais amplo
possível da «Polis», da «Cidade», e numa sociedade fortemente
dominada pelo «poder mediático», talvez seja importante
reflectir sobre algumas questões que esta cultura e este sistema
colocam à ordem social, cultural e política da nossa
civilização, profundamente mediatizada à escala global e local.
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